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Casa da Calçada . Relais & Châteaux
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Exposição de pintura de António Pessoa,na Casa da Calçada . Relais& Châteaux,inauguração dia 12 de Maio 2007 pelas 19:00 e patente ao público até 12 de Agosto,2007.
Retrospectiva da época Romântica,1997-2002,realizada em Vigo,Galiza e uma das mais importantes colecções do artista.
Por muito estranho e até exaustivo que possa eventualmente dar a entender,nunca é demasiado desenvolver novas abordagens em jeito de mera análise e se assim o desejamos até de contínua investigação,sobre a mundialmente badalada Época Romântica de António Pessoa,que como é do conhecimento geral consta de um espaço de tempo entre 1997 e 2002.
Informa-se repetidamente porque nunca é demais salientar,que estes cinco anos são de especial relevância primordialmente pelo calibre de super-produção a qual efectivamente a distingue e a destaca de tudo quanto foi feito em tão reduzido espaço de tempo por artistas de todas as nacionalidades nos últimos cem anos,com excepção de uns poucos,designadamente Pablo Picasso,Salvador Dali,Jackson Pollock,DiegoRivera e talvez Fernando Botero.
Infelizmente,apesar do grande desenvolvimento técnico,estético e até filosófico-criativo que António Pessoa tem de facto demonstrado desde 2003 até aos dias de hoje,é bastante improvável que o artista português volte a repetir semelhante proeza,pelo menos em termos quantitativos.
De facto a Época Romântica de António Pessoa vai-se tornando mais famosa e mais consagrada justamente em proporção aos anos que nos separam do fim da mesma,por variadissimas razões mas essencialmente pela quase sobre-humana abundância de unidades pictóricas,sejam desenhos,aguarelas,acrílicos sobre papel,collages,toda uma infindável gama de técnicas mistas e claro,a grande obra por excelência,óleos sobre tela,centenas dos quais de grandes dimensões.
É de sublinhar a satisfação que todos partilhamos com esta mostra
de pintura de excelente qualidade,particularmente tratando-se de uma das mais belas cidades portuguêsas e sem minimizar a felicidade do artista em saber a sua obra uma vez mais disponivel para o público nacional.
Luis Santiago
António Pessoa - Contemporary Plus
O artista luso António Pessoa,a partir de 2006 que sem dúvida parece abdicar das suas velhas influências e interferências,rompendo bruscamente com os tradicionais modelos,mitos e os últimos vestigios da
sua tão polémica,boémia e academica Época Romântica,1997-2002.
Barcelona,foi desde 2002 o principio do seu Stand By necessário,o seu periodo de reflexão,consagração no país vizinho,um progresso mais que evidente a nivel de maturidade pessoal e um acumular de experiências,
tudo isto inevitàvelmente culminando numa transformação absolutamente
metamorfósica e justamente,como não podia deixar de ser,absolutamente
drástica no domínio das artes plásticas.
A Nova Era - The NEW ERA, António Pessoa - é precisamente a prova inegável de uma nova tomada de consciência plástica,de intuição cromática e de expressionismo conceptual inovador.
Longe estão os tempos de Atlantis,Vigo e Porto,discotecas,pubs,noites
de boémia e aventuras mas acima de tudo longe estão os tempos em
que António Pessoa ainda vibrava e brindava com os velhos mestres do século vinte,nomeadamente Francis Bacon,Vieira da Silva,Matisse,Picasso
, Dalí,Kandinsky...para não mencionar as desventuradas influências da
retrogada pintura galega.
António Pessoa,despe os trajes das velhas e obsoletas vanguardas e
renasce frescamente exorcisado como se de um novo personagem se
tratasse.
Amaldiçoado por uns e admirado por muitos,o certo é que o artista português promete um futuro artistico,humano,profissional como aliás era
de esperar.
Mais que contemporâneo,António Pessoa dá claramente a entender que as
suas ambições plásticas vão muito mais além do "Fashion",na verdade o
artista decide sem avisar dar um grande salto em matéria de invenção plástica
passando do Neo para o Plus.
Eu,pessoalmente ainda que não surpreendido,pois outra coisa do homem não
se podia esperar,devo no entanto reconhecer- na mesma e precisa medida em que muitos jovens criticos de arte já isto têem como dado adquirido e facto
consumado - que António Pessoa mais do que Veni,Vidi,Vici... ultrapassou-se a
si mesmo com a coragem a que já nos tem habituados e como um dos grandes
portuguêses de sempre!
Luis Santiago
Barcelona, 7/3/2007
António Pessoa
- Club Financiero de Vígo , 2006 -
Dez Obras vendidas
A inauguração da exposição de pintura de António Pessoa no Club Financiero de Vigo,parece ter ultrapassado todas as expectativas. Dez obras vendidas na noite da inauguração não deixam margem para dúvidas quanto à reputação do artista português no norte de Espanha. Nem os discursos solenes de Don Carlos Alvarez(Director da Galeria do Club Financiero de Vigo) e de Don Vicente Fernandez Lago(Administrador da Obra de António Pessoa em Espanha e Portugal) fizeram acalmar os animos da Jet-Set galega e outros que tantos do norte de Portugal.
Nada !
Muitos artistas colegas do pintor davam voltas e reviravoltas pela Galeria e por todos os cantos do monumental edifício na esperança de encontrar o artista.Nada ! António Pessoa,verdade seja dita e revelada,nesse preciso momento encontrava-se em Las Palmas,Gran Canaria,em casa do seu amigo Jacob Kotsky. Aí tem pintado estas últimas semanas,preparando a sua nova colecção : "The New Era ".
Mais uma exposição de António Pessoa
A minha aterrissagem no aeroporto de Santiago de Compostela mais a incongruente viagem de camioneta (com ar condicionado!) até Vigo,não me abrandaram o fluxo sanguíneo,pelo contrário,parecem ter sobreactivado a minha adrenalina. Regressar a Vigo e rever muitos dos meus melhores amigos é sempre um prazer indescritível.Talvez até mais que,enfim,contemplar mais uma exposição de António Pessoa,pois que vou comparecendo a quase todas ao ponto de se ter já tornado rotina.
Mas onde é que está o artista ?
Mas aí estavam,as obras do Mestre,bem penduradas e estudadamente seleccionadas segundo um critério de lógica e temática. "Mas onde é que está o artista?Onde é que está António?" Apenas dois pintores não comparecem às suas inaugurações na Galiza.Jaime Quessada (porque é uma lenda ) e António Pessoa (porque,enfim,estava em Las Palmas). Mesmo o próprio Lorenzo Quinn - filho do famoso actor Anthony Quinn - compareceu,faz uns anos,à sua inauguração de esculturas aqui justamente no mesmo Club Financiero de Vigo,vestindo um moderno fato e gravata e fazendo honra sem sacrifício de toda a pompa e circunstância.
Um Mito consagrado na Galiza
Se António Pessoa é já quase um mito consagrado na Galiza,entre os seus amigos o assunto é bem diferente,já que o artista nem tem sequer idade para ser mito nem lhe parece interessar muito aparentar semelhante estatuto. Por isso todos o queriam vêr,como nos bons velhos tempos em que o artista andava pelas ruas e Pubs de Vigo em juvenil alegria e sobretudo em paz e sossego. Infelizmente,para ele e todos nós,hoje em dia a cidade de Vigo tornou-se para o artista num antro cheio de ameaças conjugais ,para não falar das constantes quezílias entre galeristas que disputam entre si pela sua Obra,onde tudo parece valer,menos mordidelas.
Põe-te a pintar e deixa-te de histórias
Mas resumindo e concluindo,a inauguração decorreu às mil maravilhas e António Pessoa lá permaneceu nos trópicos longe do reboliço "viguez" e sobretudo são e salvo das garras de uma mulher com uma certa dor de cotovelo e de um razoável número de galeristas e marchantes que o "adoram" - não tanto pelos seus lindos olhos - mas mais pela sua cobiçada Obra.
Regresso a Barcelona bastante exausto,contudo plenamente satisfeito por outro grande êxito de um dos meus artistas favoritos e um dos meus melhores amigos. António Pessoa,põe-te a pintar e deixa-te de histórias!
Luis Santiago
O Ciclo Zodiaco
Se muitos pensam, e a verdade é que pensam,que grande parte de êxito de António Pessoa foi tudo uma questão de sorte,estão redondamente enganados.Talvez,digamos,que muito possivelmente o artista tenha nascido com o "coiso" virado para a lua,mas o mais certo e justo é efectivamente concluir que Pessoa...António parece ter sempre sabido fazer-se rodear e acompanhar de colaboradores não só multifacetados mas essencialmente inventivos.
E um grande exemplo desta teoria foi a posta en prática do Ciclo Zodiaco em 2003,já o artista vivendo e trabalhando em Barcelona.
Tanto Luis Santiago como Pierre Fontanals mostraram-se à altura da situação tanto mais que a operação foi concluida com extrema eficácia,
organização e actuação em termos de tempo real,aquilo que no corrente anglicismo se conhece por "Timing".
O Ciclo Zodiaco,inventado por Gala e Salvador Dali em Paris em plenos anos 30,baseava-se na idea de que cada colecionador de arte se comprometia a adquirir um quadro do artista catalão uma vez por ano.
Isto somado por algumas dezenas de colecionadores permitiu a Gala e Dali usufruir de uma metódica situação financeira que por assim dizer lhes permitia um nivel de vida adequado às extravagâncias do casal sem deixar obviamente de mencionar o facto que esta tranquilidade económica
fez com que o então jovem surrealista pudesse de facto dedicar-se de corpo e alma ao trabalho sem a necessidade de fazer qualquer tipo de cedências.
Dito e feito.Pierre Fontanals conhecedor deste modus operandi,
aproveitando eu desde já a oportunidade de referir e salientar o facto de que seus pais eram amigos intimos de Salvador Dali,convence António Pessoa a fazer o mesmo,ou pelo menos a editar uma nova versão da ideia.O sitio e o momento eram mais que propicios,isto é,Barcelona 2003,
precisamente numa altura em que a Obra do artista luso começa a chegar e a suscitar interesse não só na Europa como também no outro lado do Atlântico,nomeadamente Chicago e Indianopolis.
Por conseguinte,mãos à obra e a arregaçar as mangas.Pierre Fontanals,António Pessoa e Luis Santiago,com a imprescindivel participação de Vicente Fernández Lago,começam a recompilar todos os clientes da Obra do artista até à data.Em 2003,segundo fontes fidedignas
o resultado final ascendia a mais de um milhar de regulares.
O projecto e o programa do Ciclo Zodiaco foi enviado imediatamente via postal ou e-mail,obtendo num curto espaço de tempo uma adesão satisfatoriamente surpreendente.
Deste modo António Pessoa libertava-se de compromissos pouco aliciantes com galerias de arte,passando a vender directamente aos colecionadores e a organizar exposições da sua Obra por sua própria conta e risco.
A sua situação financeira triplicava de un dia para o outro,um fundo de maneio que o artista e os seus colaboradores através de um excelente trabalho de equipa não perderam tempo em investir,viagens Europa e Estados Unidos,longas estadias em luxuosos hoteis,web designers,
e dinner-parties onde era convidada a elite de Barcelona,potenciais novos colecionadores,jovens criticos de arte de toda a zona Euro e como não podia deixar de ser directores de galerias de arte,os quais mesmo não usufruindo do privilegio de se encontrarem no top 10 dos VIP,dadas as novas circunstâncias,também não eram nada para se deitar fora.
António Pessoa,mais do que nunca antes,envolve-se num sistema de trabalho,divulgação e comercialização da Obra,totalmente independente do lento e entediante esquema das galerias de arte.
Muito mais que proveito financeiro,estimulo laboral e satisfação pessoal,o Ciclo Zodiaco traz à vida de António Pessoa uma refrescante dose de adrenalina,inspiração,tranquilidade e decididamente,motivação.
Hoje em dia e graças ao Ciclo Zodiaco,o artista luso conta com um número,a bem dizer,inconfessável de clientes regulares da sua Obra,que em última análise lhe permite dar-se ao luxo de efectivamente poder escolher as opções e situações que mais lhe agradam e certamente as mais adequadas ao seu temperamento,Obra e ambições .
Anabela Tavares
Atlantis,Vigo - A Época Romântica
António Pessoa consegue um mega espaço não muito longe de Vila Nova de Cerveira,rodeado de bosques e dos bons ares da natureza com uma espectacular vista e bons vizinhos,rústicos mas de boa fé.
As suas visitas a Cerveira ao principio assiduas tornam-se cada vez menos frequentes.De algum modo a ideia que tinha da terra de facto aos seus olhos acabou por não corresponder às expectativas.
Alguns meses mais tarde António Pessoa descobre aquele que vai ser
o estudio Atlantis,justamente em frente à praia do Samil,Vigo.Este vai ser durante cinco maravilhosos anos o seu atelier,casa e paraíso celestial.
Vigo oferece-lhe aquilo que o Porto nunca teve, a capacidade de conceder-lhe"La Fiesta de la Vída",alegria,noites escaldantes,"La Movída" espanhola e amigos para toda a vida.Neste ambiente,acaba por reencontrar-se e e neste ambiente se inspira para concretizar efectivamente a sua mais intensa e frenética epopeia plástica.
A Época Romântica!
Ainda que a principio dilacerado pelo estado obsoleto em que a arte galega se tinha deixado adormecer,António Pessoa de alguma forma sabe superar esta realidade concebendo novas e mais contemporâneas versões imprimindo-lhes o exotismo necessário e a sexualidade ainda que sabiamente camuflada,adicionando os seus próprios ingredientes e especiarias através de uma culinária plástica estranhamente híbrida e ao
mesmo tempo concentrada num modelo de linguagem e expressão artistica globalmente uniforme.
Parece-me oportuno mencionar que António Pessoa,sempre fazendo justiça à sua reputação e cada vez mais igual a si mesmo,mesmo dando-se o indiscutivel caso de não ser de seu estilo fazer qualquer tipo de cedências,é e sempre tem sido sintoma da sua natureza como artista e comunicador,ir ao encontro do público utilizando uma linguagem plástica compreensivel.
António Pessoa,um pouco em jeito de graça,conta que certa vez o
Prof.Eduardo Calvet de Magalhães,fundador da escola e galeria Árvore do Porto,lhe disse directamente"você ,António Pessoa,é um pintor maldito,
sabe o que as pessoas gostam e dá-lhes!"
Há de facto uma mais que certa verdade nesta afirmação,seja com retoque ou com mais ou menos subtileza,o certo é que o artista sempre
aplaudido por muitos e criticado por poucos,toma desde o inicio da sua carreira esta posição tipicamente Hollywoodesca,não tanto por calculismo adquirido mas sim de facto por natural genética tendência levando-o a
absorver e logo e por conseguinte a espelhar as sugestões culturais,sociais e ambientais que mais lhe estão próximas.
De bom presságio,esta caracteristica da sua natureza,vistas bem as coisas,de facto tem-lhe trazido mais beneficios que desvantagens.
António Pessoa,qual Camaleão,ainda que sempre patente o selo do seu
estilo de pose,jeito e pincelada,muda de temática como quem muda de camisa,esgotando todas as possibilidades e mais importante não permitindo que o tédio de maneira nenhuma invada o espectador,como um longo desfile de obviedades de nos fazer dormir e bocejar por mais.
E é com estas e com outras que a partir de 1996,um artista luso entra em Espanha e sem muito hesitar,começa a deitar cartas na mesa.
Conhece o galerista Carlos Alvarez,quem se apaixona imediatamente pela sua pintura,Alpide Villa Rodriguez,um dos maiores coleccionadores de arte em toda a Galiza,Faustino Moiños ,um jovem mecenas à maneira e por então dono do charmoso pub-galeria Pianíssimo...onde António Pessoa para além de expôr e bem vender as suas obras,encantava a noite viguesa com a sua soltura e sentimento musical no piano de cauda
que hoje tem a sua assinatura...
...e finalmente,aquele que viria a ser o administrador da obra de António Pessoa em Portugal e norte de Espanha,Vicente Fernández Lago.
Em 1998 Fernández Lago patrocina um dos mais importantes,controversos,originais e eruditos catálogos do artista português.
The Black and White album ou El album Blanco y Negro.Uma primorosa
selecção de cerca de 300 desenhos,grafite e carvão sobre papel,nos
quais o artista decididamente revela ao público as suas capacidades
técnicas e de pura expressão visual,plus um calibre de qualidade só
testemunhado nos esboços de um Leonardo DaVinci,Salvador Dali,Pablo
Picasso,Matisse e Rembrant.The Black and White album despertando na altura um considerável interesse,acaba por obter ao longo dos últimos anos o aplauso entendido da nova geração de criticos de arte,nomeadamente Marc Gilot,Anneke Frenken,Carol Damisch,Arturo Bermejo,Isabel Lostal,Ariana Martínez,Ulrike van Brug,Arthur Zimmerman,Carmen Olaya,etc...
Escusado será mencionar Jacob Kotsky,já que para além de amigo pessoal do artista,é sem sombra de dúvida o maior entendido em tudo o que diz respeito a toda uma ampla dimensão envolvendo o personagem,vida e Obra de António Pessoa.
Inocentemente,em 1998, o artista português acabava de provar que na sua Obra não há truques nem camuflagens tecnológicas,não por sistema e dedididamente jamais por necessidade ou falta de técnica e talento.
Com o album Blanco y Negro,António Pessoa em terras de Espanha colhe um eco muito mais além das suas próprias expectativas,afirmando-se como "Maestro",como um dos últimos dinossauros do prestigioso conceito da velha e tradicional Escola das Belas Artes!
No entanto e apesar de que as criticas ao The Black and White album não pudessem ter sido mais favoráveis,em termos de vendas reais não
foi grande coisa.Os coleccionadores continuavam a preferir os óleos sobre tela,seja por snobismo,por tabu ou por puro investimento.
E uma vez mais,neste campo de,digamos,matéria prima,António Pessoa
estava no seu elemento,domínio e território.
Aproveitando as lendas e mitos celtico-galaicos,declara uma feroz guerra às telas em branco plasmando contos e histórias onde "meigas",
corcundas,gaiteiros,duendes,arlequins,frades e monjas,fantasmas, anjos e arcanjos coexistem num todo alegórico e cinemático.Ao emaranhar assim o verossimilhante e o fantástico,António Pessoa vence,conquista,convence e encanta,pintando e dizendo que as fantasias estão irremediavelmente entranhadas no mundo factual e é absolutamente inútil e contraproducente separá-los!
Agora sim,em óleo sobre tela,António Pessoa já não necessita de mais argumentos e Galiza recebe-o de braços abertos ,em vendas,status social,prestigio e devoção.
António Pessoa em 2001 e já casado com Irene Luz Iglesias Dona,já é cidadão espanhol,artista português e património galego!
Anabela Tavares
Alfredo Moreira - Porto . Algarve
Os Anos Dourados
Para todos os efeitos,pensem e digam o que disserem,a grande verdade
é que foi em Portugal e muito particularmente na cidade do Porto que o jovem artista António Pessoa marca o golo da tranquilidade e do dia para a noite passa a regime de pintor profissional.Dito e feito,tiro e queda.
O artista conhece Alfredo Moreira um art dealer atípico,já que de um verdadeiro gentleman se trata.Durante oito produtivos anos estabelecem uma relação de cumplicidade,amizade e profissional,estimulando e
desenvolvendo uma situação de profuso dinamismo ,quer no âmbito da
produtividade artistica,quer no campo de estratégia comercial propriamente dita.Alfredo Moreira sabe criar,desenvolver e manter uma agenda de clientes por todo o país,enquanto António Pessoa,desde muito cedo começando a fazer justiça à sua reputação de excelente profissional...
entrega-se ao oficio das artes plásticas com unhas e dentes,a um ritmo de fabricação, dizem os entendidos,só comparável a Pablo Picasso.
E do dia para a noite,o jovem pintor torna-se num campeão de vendas o
que leva Alfredo Moreira a não hesitar,passando a comprar pontualmente toda a sua produção.
António Pessoa,independentemente do facto de aos vinte e muitos anos
gozar do privilégio de uma situação financeira mais que invejável,progride
a passos largos tanto no dominio técnico como nas possibilidades temáticas,de pura expressão plástica,pensamento e inspiração.
Estes são os Anos Dourados em que o artista pela primeira vez na vida
tem a certeza de que só há um caminho.Arte!
Os seus tempos de nómada caprichoso e Dolce Vita mediterrânica iam
ficando nas brumas da memória,para darem lugar a um novo periodo, uma nova maturidade e um estilo de vida radicalmente diferente.
António Pessoa é agora um homem financeiramente privilegiado e artisticamente estimulado e realizado.Contudo,não por uma questão de humildade gratuita mas sim ,melhor dizendo,por pura consciência filosófica;não se deixa ofuscar pelo brilho do sucesso nem se deixa
ensurdeceder pelo som estridente dos clarins da vitória.
E a prova disto é sobejamente conhecida,já que ao longo dos anos que se seguem,nem a fama nem a glória,vão exercer qualquer efeito na
sua personalidade e muito menos no seu comportamento,social e
profissional.
António Pessoa nestes primeiros anos da década de noventa compra um novo apartamento em Vila Nova de Gaia,deduz-se que como simples investimento,já que de seguida muda-se para o Algarve.
Durante cerca de dois anos,vive,namora,trabalha e deleita-se no seu
espaço favorito de Portugal.Aqui,em Armação de Pêra ,produz as suas
primeiras telas panorâmicas de grande dimensão e de temática essencialmente histórica,exaltando o passado glorioso de Portugal,bem como alguns dramas que a todos nos dizem respeito.
Desta época pode-se fazer especial alusão e referência à Conquista de Lisboa,Aljubarrota e 1755.
Alfredo Moreira não se deixando surpreender,já que por então menos do artista sabe que não pode esperar,não deixa contudo de sentir uma crescente admiração por António Pessoa,pela sua prolífera imaginação e
muito particularmente pela sua quase sobrehumana capacidade laboral.
Os ares e a vida do Algarve,como sempre aliás,são de um modo geral,
benéficos para o artista,contribuindo enormemente para um perfeito estado anímico como também para uma excelente condição fisica.
A sua relação com Armanda Lamy,algarvia de gema e tradição,dá-lhe
o equilibrio necessário para que se sinta no seu absoluto elemento.
Viajam à noite por todo o Algarve e ao fim de semana são frequentes umas escapadelas a Sevilla,Vila Nova de mil Fontes,Évora e até Lisboa.
No entanto,apesar do panorama idilico e ideal e como não há Bela sem senão,a relação entre os dois começa a deteriorar-se à medida que Armanda Lamy parece dar sinais de pretender
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